Site Loader
Avenida Capitão Meleças, Nº 93 2615-099 Alverca

O que é a Coifa dos Rotadores?

A coifa dos rotadores trata-se de um grupo de 4 músculos que tem origem na escápula (omoplata) e terminam na cabeça do úmero: o Subescapular, o Supraspinhal e o Infraspinhal e redondo menor. Cada um destes músculos tem uma função específica, mas em conjunto, trabalham para movimentar e posicionar o membro superior.

A coifa dos rotadores realiza principalmente a função de rodar para dentro e para fora a cabeça do úmero tanto com o braço junto ao corpo quanto acima da cabeça. Apenas o subescapular é um músculo rotador interno do ombro, pois tem a sua zona de inserção na parte anterior da cabeça do úmero. Os restantes ajudam na abdução e são músculos rotadores externos do ombro, pois inserem-se na zona mais superior e posterior.

Lesões da coifa dos rotadores

Existem duas condições clínicas comuns na coifa dos rotadores, sendo elas a tendinite e a ruptura.

A tendinite ocorre devido a uma inflamação causada pelo desgaste, irritação ou por um impacto devido ao uso excessivo da articulação, o que é mais comum em atletas ou pessoas que trabalham na área da construção civil, carpintaria ou pintura.

Os seus principais sintomas são a dor no ombro, que pode ser súbita ao levantar o braço ou ser persistente mesmo em repouso, geralmente, na região da frente ou lateral do ombro; a diminuição da força no ombro afectado; a dificuldade de colocar o braço atrás do corpo, para vestir-se ou pentear os cabelos, por exemplo; e pode ainda haver inchaço no ombro afectado.

A ruptura da coifa dos rotadores ocorre, geralmente, em doentes que fazem exercícios repetidos com o braço acima do nível da cabeça (ex: pintores). Estes movimentos podem originar conflito com o acrómio (estrutura óssea da escápula/omoplata), que em conjunto com o desgaste, degenerescência progressiva do tendão, promovem a longo prazo a ruptura da coifa dos rotadores.

Este tipo de lesão é também muito frequente no desporto, sendo apontada como uma das lesões mais frequentes em modalidades como o ténis, andebol ou basebol. É de salientar também que quedas com trauma directo ou que originem grande esforço do ombro para as evitar (em especial na fase de contracção muscular excêntrica), também são causas comuns de ruptura da coifa.

A ruptura da coifa dos rotadores pode ser total ou parcial. Estamos perante uma lesão ou ruptura parcial da coifa dos rotadores quando apenas algumas fibras são lesadas, ficando as restantes íntegras. Por outro lado, numa ruptura total ou completa, toda a espessura do tendão é atingida havendo interrupção da continuidade das suas fibras.

Na ruptura da coifa dos rotadores um dos sintomas mais frequentes é a picada forte ou sensação de corte seguida de uma dor contínua no ombro. Podemos descrever essa dor no ombro, como intensa e profunda, outras vezes como uma moedeira, com agravamento durante a noite,

A rigidez do ombro e a diminuição da força muscular são também sintomas que podem acompanhar uma ruptura da coifa dos rotadores.

O teste de Jobe ou a abdução contra resistência permitem verificar a diminuição da força de elevação do membro superior, sintoma que se verifica na ruptura da coifa dos rotadores.

No entanto, a ecografia e a ressonância magnética podem ser exames chave para detectar esta lesão. Para além da extensão da ruptura estes exames acrescentam informação sobre a retracção do tendão e atrofia do músculo, ajudando a definir a melhor forma de tratamento.

Tratamento

Qualquer uma das lesões tem indicação de fisioterapia, bem como de anti-inflamatórios e se o tratamento conservador não tiver resultados pode recorrer-se ao tratamento pode ser cirúrgico.

A cirurgia da coifa dos rotadores tem como objectivo reparar a rotura ou lesão, impedindo a sua progressão, nos casos em que o tendão se encontre em boas condições sem atrofia ou substituição gorda do músculo.

Em relação à recuperação, após a cirurgia da coifa dos rotadores, segue-se habitualmente um período de imobilização, com uma suspensão braquial, de mais ou menos 4 semanas. Mesmo antes de iniciar a fisioterapia o doente é autorizado a fazer, no domicílio, movimentos pendulares com mobilização do cotovelo e punho, e exercícios de contracção isométricos.

Como prevenir estas lesões?

Dada a correlação das lesões da coifa com o desempenho de determinadas actividades profissionais, a sua prevenção passa pela melhoria da ergonomia e um estudo do posto de trabalho, de forma a reduzir o esforço continuado em actividades com os braços elevados acima do nível dos ombros.

Post Author: vivafisiosaude