O que é?
A estenose do canal cervical consiste no estreitamento do canal vertebral, com a diminuição da área disponível para a passagem das estruturas neurológicas no canal vertebral (cervical) comprometendo a medula e/ou as raízes nervosas. Estas estruturas incluem a espinhal medula bem como as raízes nervosas que saem da coluna a cada nível desde a base do crânio até ao final da coluna vertebral e que vão inervar não só os membros mas também a bexiga e os intestinos.
A compressão da medula e das raízes nervosas cervicais vai comprometer algumas das funções da espinhal medula provocando quadro clínicos variados com dor, rigidez, alterações da sensibilidade e mesmo da força muscular nos Membros superiores e inferiores. O compromisso medular pode mesmo comprometer as funções da bexiga e dos próprios intestinos.
Na maioria dos casos ocorre por um processo natural de envelhecimento da coluna que leva à protusão dos discos intervertebrais, hipertrofia das articulações intervertebrais e espessamento dos ligamentos, condicionando uma diminuição do diâmetro do canal vertebral, que leva à deterioração da medula (mielopatia).
Sintomas
Os sintomas incluem rigidez e dor cervical com ou sem fraqueza muscular do ombro, braço, antebraço ou mão, perda de destreza manual, do equilíbrio e da coordenação, fraqueza muscular, espasticidade, dificuldade na marcha e em alguns casos perda de controlo da urina e fezes.
No entanto, é de referir que existem casos nos quais há diminuição da dimensão do canal cervical sem quaisquer queixas, pois a sintomatologia só ocorre quando existe compressão da medula ou das raízes nervosas cervicais. A sintomatologia geralmente surge de forma lenta e gradualmente.
Causas
A estenose do canal cervical é geralmente causada por alterações relacionadas com a idade, o formato / alinhamento, a dimensão do canal vertebral, as alterações degenerativas dos discos e vertebras e a hereditariedade.
Em casos raros o estreitamento do canal cervical decorre da dimensão das próprias vértebras à nascença.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito com base em exames de imagem, como o RX, a Ressonância Magnética e a TAC. No entanto, pode ainda fazer-se análises de sangue que ajudem a excluir outras doenças com uma sintomatologia semelhante tais como, a Esclerose Múltipla e a deficiência de Vitamina B12.
Tratamento
Nos casos menos graves a sintomatologia pode ser controlada com o uso de medicação para alívio da dor, fisioterapia para manter a força muscular e a flexibilidade e diminuição do espasmo muscular.
Se a sintomatologia for suficientemente grave, verifica-se muitas vezes diminuição progressiva da força muscular, devendo ponderar-se a hipótese do tratamento cirúrgico para descompressão das estruturas neurológicas.

